segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Eclipse solar total na Austrália
O dia na
Austrália começou de forma diferente, na quarta-feira (14/11). A lua bloqueou o
sol totalmente por volta das 15h35 (horário local) na região de Arhem Land,
norte do País.
Em algumas
ilhas do Oceano Pacífico também foi possível presenciar o fenômenos astronômico
que transformou dia em noite.
De acordo com
o site Space.com, na cidade litorânea de
Cairns, cerca de 50 mil pessoas se reuniram para testemunhar o evento. Foi o
primeiro eclipse total em uma década no país e o último do tipo que será
registrado em todo o mundo até 2015.
Um eclipse
solar ocorre toda vez que a Lua se alinha entre a Terra e o astro rei
obscurecendo completamente o disco do astro rei. Dependendo da região que
observa o fenômeno, ele pode ser apenas parcial. Também ocorrem, de forma mais
comum, os eclipses lunares, quando a sombra da Terra obscurece a luz refletida
da Lua durante a noite.
Um vídeo feito
em timelapse mostra a passagem do fenômeno na região. Assista!
Disponível em:
http://tvig.ig.com.br/noticias/ciencia/video-em-timelapse-mostra-eclipse-solar-
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Mulheres Negras na História do Brasil
MÃE MENININHA DO GANTOIS - Escolástica Maria da Conceição Nazaré foi o nome de batismo de Mãe Meninha do Gantois. O Terreiro do Gantois foi fundado por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, em 1849. O popular nome do terreiro veio do sobrenome do dono do terreno onde o templo foi construído. Mãe Menininha foi a ialorixá - ou mãe de santo - mais famosa do país e ajudou a difundir a cultura do candomblé e também aumentar a aceitação da religião. Recebeu diversas medalhas e títulos no país, além de homenagens de artistas como Dorival Caymmi. Várias personalidades, como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Vinícius de Morais se aconselhavam com ela, que faleceu em 1986, aos 92 anos de idade.
TIA CIATA - Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854. A Tia Ciata veio para o Rio de Janeiro aos 22 anos. Além de mãe de santo respeitada, Tia Ciata era grande quituteira e em sua casa realizavam-se festas memoráveis e as tradicionais rodas de pagode. MOrava na Praça Onze, considerada na época a Pequena África, por concentrar muitos negros baianos e ex-escravos. Sua residẽncia era conhecida como a capital da Pequena África e foi lá que nasceu o samba. Em suas festas, nomes como Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida ajudaram a criar o novo ritmo. As "tias baianas" tievram papel importantíssimo na propagação da cultura negra baiana. Até hoje são lembradas nos desfiles das escolas de samba pela ala das baianas.
ANTONIETA DE BARROS - Antonieta de Barros nasceu em Florianópolis, Santa Catarina, em 11 de julho de 1901. De família muito pobre, ainda criança ficou órfã de pai, sendo criada pela mãe. Ingressou com 17 anos na Escola Normal Catarinense, concluindo o curso em 1921. Foi diretora do Instituto de Educação e também atuou como jornalista e escritora, numa época em que a liberdade de expressão das mulheres não era concedida de maneira plena. Mas um de ses principaos feitos foi de ter sido a primeira mulher negra a se tornar deputada e primeira deputada de Santa Catarina, tendo sido eleita em 1934, pelo Partido Liberal Catarinense. Em seu mandato, lutoou pela valorização do magistério e defendeu a concessão de bolsas para cursos superiores a alunos carentes.
AUTA DE SOUZA - A poetisa Auta de Souza foi autora de textos de conteúdo místico e inspiração cristã, inovou ao escrever profissionalmente numa sociedade em que este exercício era reservado exclusivamente aos homens. Seus versos retrataram suas experiências e ficaram bastante conhecidos, ao serem incluídos em várias antologias e manuais de poesia das primeiras décadas do século XX. Em 14 de novembro de 1936, a Academia Norte-Rio Grandense de Letras instalou a poltrona XX, dedicada a Auta de Souza, em reconhecimento à sua poesia. Seu único livro, Horto, de 1900, teve prefácio do grande poeta Olavo Billac.
CAROLINA MARIA DE JESUS - Carolina Maria de Jesus nasceu no interior de Minas Gerais, em Sacramento, no dia 14 de março de 1914. Vinda de uma família extremamente pobre, tinha mais sete irmãos e teve que trabalhar cedo para ajudar no sustento da casa. Por isso, estudou apenas até o segundo ano primário. Mesmo com pouco estudo, publicou o livro "Quarto de despejo", em 1960, com sua memórias. A publicação vendeu mais de cem mil exemplares, mas ela nunca saiu da pobreza. Publicou também "Pedaços da fome" e "Provérbios". Carolina foi uma das duas únicas brasileiras incluídas na Antologia de Escritoras Negras, publicada em 1980 pela Random House, em Nova York. Também está incluída no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis, publicado em Lisboa por Lello & Irmão.
ELIZETH CARDOSO - Elizeth Cardoso nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de julho de 1920. De família pobre, foi balconista, cabeleireira e operária de uma fabrica de sabão. Sua família era intimamente ligada à vida cultural da Praça Onze e costumava freqüentar a Casa de Tia Ciata, mesmo morando em Jacarepaguá. Aos 16 anos, em sua festa de aniversário, foi descoberta por Jacob do Bandolim. O convite para fazer um teste na Rádio Guanabara teve a oposição inicial de seu pai. Ainda assim, Elizeth se apresentou no dia 18 de agosto de 1936, no Programa Suburbano, ao lado de Vicente Celestino, Araci de Almeida, Moreira da Silva, Noel Rosa e Marília Batista. Na mesma semana, foi contratada pela rádio. Em mais de cinquenta anos de carreira, gravou mais de 50 discos e ficou conhecida como A Lady do Samba, a Divina e a Magnífica, tendo ajudado também a revelar grandes compositores através da gravação de suas músicas.
ELISA LUCINDA - Poetisa, escritora, atriz, cantora e jornalista, Elisa nasceu em 1958, em Vitória, no Espírito Santo. Tem importanete trabalho volatdo para promoção da igualdade e em 2010 recebeu o Troféu Raça Negra por sua contribuição para a cultura brasileira.
ZEZÉ MOTTA - Uma das atrizes mais importantes do país, Zezé também participa ativamente de debates sobre a presença e participação do negro na teledramaturgia brasileira. Atuou em mais de 30 novelas e dezenas de filmes, além de também lançar três discos e ter deixado seu nome na história da música brasileira.
RUTH DE SOUZA - Ruth nasceu em 1921, no Rio de Janeiro. Começou a carreira em 1945, no Teatro Experimental do Negro. Ela foi uma das responsáveis pela abertura do caminho para o artista negro no Brasil, tendo sido a primeira atriz negra a subir ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Além de atuar em dezenas de novelas, filmes e peças de teatro, Ruth foi agraciada com o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado de 2004. Também foi a primeira brasileira a ser indicada para um prêmio internacional - o de melhor atriz, na Edição do Festival de Veneza de 1954-, pela atuação em Sinhá Moça.Disponível em:
http://redemineiradecultura.com.br/page/mulheres-negras-na-historia-do?xg_source=activity
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Uma Onda no Ar
Nos anos 80, em uma
grande favela de Belo Horizonte, um grupo de quatro jovens amigos — Jorge,
Brau, Roque e Zequiel — resolve fundar uma rádio comunitária, a Rádio Favela.
A intenção deles é criar
um veículo que divulgue a voz da comunidade para o mundo. Com uma programação ousada e
espontânea, a Rádio Favela logo ganha popularidade e abrangência. O problema é
que a atividade começa a incomodar as autoridades, especialmente a polícia.
Uma Onda no Ar e seus personagens são livremente
inspirados em fatos reais.
Vista Minha Pele
“Vista a Minha Pele” é uma divertida
paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre
racismo e preconceito em sala-de-aula.
Nesta história
invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os
países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por
exemplo, África do Sul e Moçambique. Maria é uma menina branca, pobre, que
estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudo que tem pelo fatode sua
mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua
cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um
diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais
abrangente da realidade.
Maria quer ser
“Miss Festa Junina” da escola, mas isso requer um
esforço enorme, que vai desde a superação do padrão de beleza imposto pela
mídia, onde só o negro é valorizado, à resistência de seus pais, à aversão dos
colegas e à dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua
maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se
envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos. O centro da
história não é o concurso, mas a disposição de Maria em enfrentar essa
situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais capacidade
terá de convencer outros de sua chance de vencer.
Ficha técnica:
Duração: 15 minutos
Direção: Joel Zito Araújo
Produção: Casa de Criação
Duração: 15 minutos
Direção: Joel Zito Araújo
Produção: Casa de Criação
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