segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Papa no Brasil

Em sua primeira viagem internacional, chegou ao Brasil hoje (22/07/13) o papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o maior encontro internacional de jovens católicos.

A Jornada Mundial da Juventude começa amanhã (23), mas o pontífice tem agenda cheia desde o desembarque nesta tarde, na Base Aérea do Galeão, quando será recebido pela presidenta Dilma Rousseff.

A primeira JMJ foi realizada em Roma, no ano de 1986, em nível diocesano. Sua origem vem dos encontros do Papa João Paulo II com os jovens em 1984 e 1985. Em 1984 foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção, quando foi entregue a Cruz Peregrina aos jovens. No ano de 1985 o Santo Padre anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

São esperados 800 mil turistas para a JMJ, que se encerra no próximo domingo (28), depois de uma semana de atividades religiosas. O ápice do evento deve ser a encenação da Via Sacra, na orla de Copacabana, na sexta-feira (26), e a missa de encerramento do evento em Guaratiba, no domingo (28). 

A previsão é de mais de 1,5 milhão de pessoas nos eventos com o papa. A agenda do pontífice no país inclui ainda visita a comunidade pobre no Rio e ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.

Mais de 20 mil agentes e militares vão trabalhar na defesa e na segurança pública, durante o evento, sendo que 40 homens da Polícia Federal acompanharão Francisco em todos os compromissos no Brasil. 

Do total de militares, cerca 7 mil homens do Exército farão a segurança em Guaratiba, na zona oeste. No Campo da Fé (Campus Fidei), os militares não vão carregar nenhum tipo de arma, mas podem abordar e retirar quem se comportar de maneira ofensiva.

Nesta terça-feira (23/07/13), os Correios colocam em circulação o selo que homenageia o Papa Francisco em sua visita ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 (JMJ Rio2013). 

O selo traz, em primeiro plano, a imagem do Papa no gesto de emissão de benção. Ao fundo, a representação da vista da Baía de Guanabara e, à esquerda, o monumento do Cristo Redentor, símbolo escolhido para a 28ª Edição da Jornada Mundial da Juventude. 

As cores verde, azul e amarela, usadas para compor a marca do evento, estão presentes na natureza da cidade e na bandeira brasileira. Acima da bandeira, a logomarca oficial da JMJ Rio2013. A arte do selo é de Fernando Lopes, que utilizou a técnica de aquarela sobre papel na confecção da ilustração.

Serão emitidos 1,2 milhão de selos, comercializados a R$ 1,80 cada. As peças poderão ser adquiridas pela loja virtual (www.correios.com.br/correiosonline), pela Agência de Vendas a Distância (centralvendas@correios.com.br) ou nas agências dos Correios.

No discurso de boas vindas ao Papa, a presidenta Dilma Rousseff destacou luta em comum contra a desiguadade: “a crise econômica que desemprega e retira oportunidade de milhões pelo mundo afora nos obriga a um novo senso de urgência para combater a desigualdade. A participação de Vossa Santidade, um homem que veio do povo latino-americano, que veio da nossa irmã vizinha Argentina, agregaria mais condições para criar uma ampla aliança global de combate à fome e à pobreza, uma aliança de solidariedade, uma aliança de cooperação e humanitarismo, disseminando as boas experiências, entre outras, aquelas obtidas aqui no Brasil.”, afirmou Dilma

Para a Presidenta Dilma, a Jornada Mundial da Juventude acontece em um momento especial, em que os jovens saem às ruas por mais direitos, mais democracia e mais inclusão social.

A presidenta afirmou que o governo brasileiro avalia que todos os avanços alcançados nos últimos dez anos são só um começo e que essa é uma oportunidade para discutir e buscar valores para renovar as esperanças por um mundo melhor.

Em seu discurso o Papa afirmou: "peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Confira o vídeo, com o discurso da Presidenta:



Referências e maiores informações:

terça-feira, 9 de julho de 2013

Missões Jesuíticas

Sete Povos das Missões é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelos Jesuítas espanhóis no Continente do Rio Grande de São Pedro, atual Rio Grande do Sul, composto pelas reduções de São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Os Sete Povos também são conhecidos como Missões Orientais, por estarem localizados a leste do rio Uruguai.

Em 1750 foi assinado o Tratado de Madri e a região dos Sete Povos das Missões foi entregue pelos espanhóis a Portugal, em troca da Colônia do Sacramento.

Os indígenas se recusaram a entregar suas terras aos portugueses, fato que deu origem ao conflito conhecido como Guerras Guaraníticas, que ocasionou uma matança dos indígenas e a destruição das reduções jesuíticas (1754 a 1756). Sepé-Tiarajú, lideradava os povos guaranis, autor da famosa frase: “Essa terra tem dono” (CoYvy-Oguereco-Yara!, em guarani), foi morto em 1756.

Todas as reduções foram destruídas pelos portugueses e espanhóis, sendo que São Miguel foi a que mais conseguiu resistir à destruição.



Trailler do filme: A missão




Maiores informações:

terça-feira, 25 de junho de 2013

Ditadura Militar no Paraná


Documentário produzido para a cerimônia de lançamento da Comissão Estadual da Verdade do Paraná, no Teatro da Reitoria da UFPR, em 06/05/2012. 

Traz o depoimento de Gehad Hajar, e de alguns presos políticos paranaenses, com imagens do cenário da peça "Memórias Torturadas - a Ditadura e o Cárcere no Paraná", na antiga Penitenciária do Ahú.

Vídeo disponível em:
http://www.memoriastorturadas.com/

As primeiras cidades

As primeiras cidades desenvolveram-se na Mesopotâmia, em torno do Rio Eufrates, por volta de 3500 a.C. Estas cidades surgiram inicialmente como vilas no neolítico, como aglomerados mais densamente habitados, como centros comerciais e militares de uma dada localização. Este processo tornou-se possível graças ao domínio da agricultura.

As cidades de Nínive, Ur, Mari e Babilônia eram as mais conhecidas da Mesopotâmia. Os templos, conhecidos como zigurates, eram o grande centro dessas cidades. Eles serviam como centros econômicos, políticos, religiosos e sociais. Os templos eram verdadeiros centros de poder, controlados pelos sacerdotes, dos quais dependia toda a sociedade.

Em torno de 2000 a.C, as primeiras cidades começaram a desenvolver-se próximas do Rio Nilo e na China. Tais cidades eram significantemente maiores do que as vilas neolíticas. Estas cidades também dispunham de estruturas mais complexas, inexistentes nestas vilas, como grandes depósitos para estoque de alimentos e templos religiosos. A maioria dos habitantes destas cidades já não trabalhavam mais na agricultura, e sim no artesanato ou no comércio de produtos e serviços em geral.

A maioria das cidades da antiguidade não possuíam mais do que dez mil habitantes, e não eram maiores do que 1 km². Porém, algumas delas eram muito maiores - em termos populacionais e territoriais. Atenas, no seu apogeu, tinha uma população estimada entre 150 e 300 mil habitantes, espremidos em 10 km². 

Roma, durante o apogeu do Império Romano, nos séculos I e II, tinha mais de um milhão de habitantes, e é considerada por muitos como a primeira (e única) cidade a superar os um milhão de habitantes até o início da Revolução Industrial, embora alguns considerem que Alexandria também tenha tido população superior a um milhão de habitantes, e mesmo superado esta marca, até dois séculos antes de Roma. 

As cidades da antiguidade localizavam-se quase sempre próximos à beira de uma fonte de água potável e próximas à grandes corpos de água, tais como rios e mares, para facilitar o transporte de carga de uma região à outra, bem como obtenção de água. 

Quando as fontes de água doce eram insuficientes, trabalhadores livres ou escravos traziam água de fontes próximas à cidade. Avanços tecnológicos também ajudaram. Um complexo sistema de 11 aquedutos ajudou Roma a tornar-se uma grande cidade, trazendo água de diversas fontes distantes para a cidade. 

A maioria das cidades da antiguidade clássica dispunham de um ou mais reservatórios públicos, onde a água potável era armazenada. Alguns destes reservatórios também coletavam água da chuva, principalmente os reservatórios das cidades no norte da África.

Porém, água não era mais o único fator para a localização de uma cidade. Com o aparecimento de guerras entre diferentes povos, proteção também tornou-se um fator importante. Algumas destas cidades localizavam-se em serras de difícil acesso, como Roma e Atenas, por exemplo. A grande maioria das cidades antigas eram cercadas por muralhas. As muralhas de pequenas cidades eram geralmente feitas de madeira, enquanto as muralhas de cidades importantes ou grandes cidades eram feitas de pedra, mármore e cimento.

O crescimento populacional nestas cidades começou a criar sérios problemas, quanto ao saneamento básico. A coleta de lixo era inexistente na maior parte das cidades. Habitantes da classe trabalhadora simplesmente jogavam seu lixo nas ruas - muitas, dos quais, não pavimentadas. Como consequência, doenças eram muito comuns na época, e a taxa de mortalidade era alta. 

Este problema era agravado com chuvas - que inundavam as casas da cidade com lama contaminado com lixo e microorganismos causadores de doenças. Outras cidades, porém, coletavam o lixo das casas e os jogavam fora das muralhas da cidade. As cidades romanas, em especial, se destacavam por suas ruas pavimentadas e seus avançados sistemas de saneamento que não seriam ultrapassados em escala e tecnologia até o século XIX.

Fontes:
Wikipédia